Wednesday, April 06, 2005

Aula 7

Roteiro Aula 7
Caso I
Leia o caso do O V, publicado no Globo de 2/4 pp e faça as seguintes avaliações:

I– Qual o setor que Kotler classificaria este tipo de
produto?
II – Qual o comportamento do ciclo de vida dos produtos deste
setor?
III – Defina qual o posicionamento utilizado pelo estilista e sua
partner para este empreendimento?
IV – Para lançar este tipo de empreendimento que etapas e estratégia seu grupo seguiria?

Tesoura no sonho de Versolato
Seis meses depois de desembarcar no Brasil, estilista perde a sócia nas sete lojasTinha tudo para dar certo: um estilista famoso, um investimento ousado e muita, mas muita badalação. Era Ocimar Versolato vendendo seus modelos em sete lojas espalhadas pelo país. Mas o sonho não durou seis meses, surpreendendo o mundo da moda — e dos negócios — como manda a alta costura. Segundo antecipou ontem o colunista dO GLOBO Joaquim Ferreira dos Santos, começaram a ser fechadas esta semana as lojas de Versolato. A maior, que ocupa 900 metros quadrados num prédio de cinco andares em Ipanema, já não recebe mais seus clientes. As demais lojas — outra no Rio (no São Conrado Fashion Mall), quatro em São Paulo e mais uma em Brasília — continuam abertas à espera de algum interessado nos pontos. O fim do negócio foi provocado pela saída da sócia de Versolato, Sandra Habib, que investira R$15 milhões nas sete lojas. A sócia informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não obteve o retorno desejado do investimento, admitindo que ele fora ousado. Sandra, que é representante dos carros da Jaguar no país, era, na verdade, uma das melhores clientes de Versolato, o que teria impulsionado a empresária a investir no negócio do amigo. Segundo fontes ligadas a ambos — e o próprio estilista — a amizade continua. — O investimento estava se pagando, já estava dando retorno, mas ela decidiu sair agora e Ocimar Versolato vai procurar outro investidor — disse uma das fontes.Há informações de que já foram demitidos cerca de cem funcionários das áreas administrativa e de produção da grife. Ontem, na porta da megaloja de Ipanema, um cartaz avisava aos clientes — que se dispunham a pagar até R$15 mil por um vestido — que o local está em reforma, e informava o outro endereço da grife no Rio, o do shopping Fashion Mall.Nova coleção poderia custar R$5 milhõesA notícia pegou de surpresa o mundo da moda, que lamentou o fechamento das lojas de Versolato.— É lamentável que aconteça isso com um investimento de tal envergadura. O mercado da moda perde. Mas esse é um mercado volátil, com valores intangíveis. É preciso planejamento — disse Alexandre Aquino, um dos donos das grifes Maria Bonita e Maria Bonita Extra. Mas há quem tenha considerado que houve exageros nos planos expansão de Versolato.— Nesse negócio existe tempo de maturação e foi feito um investimento muito grande. No início, o retorno é negativo, tem que ter recurso suficiente para bancar a segunda coleção, sem ainda ter recuperado o investimento na primeira. Calculo que eles gastariam entre R$3 milhões e R$5 milhões nessa segunda fase e isso deve ter assustado a sócia, que não é do ramo — afirmou uma fonte que não quis se identificar.Há quem diga que as ligações de Versolato com Sandra renderam outros bons frutos para o estilista. O marido de sua ex-sócia, Sérgio Habib, é o presidente da Citröen do Brasil. Em junho do ano passado, a montadora lançou uma série especial do modelo C3 batizada de... Ocimar Versolato. O carro, que sai pela bagatela de mais de R$49 mil, já vendeu cerca de 950 unidades.A empresa, no entanto, informou por meio de sua assessoria que o lançamento da série não teve qualquer relação com a sociedade de Sandra com o estilista — e que já era uma estratégia da companhia associar nomes da moda à marca. Na Europa, há versões do Citröen com as marcas Dolce & Gabbana e da Hermès. Não é a primeira vez que Versolato conhece o fracasso. Em Paris, depois de estourar na Maison Lanvin, uma das mais tradicionais da França, o estilista encontrou dificuldades para seguir com seu próprio negócio na capital francesa.


Caso II

Avalie a estratégia da fretadora de avões BRA para operar num negócio que ela espera ser bem sucedida:

I - Quanto a posicionamento, momento, investimento, etc
II - Quais as maiores fracos, fortes, ameaças, oportunidades deste tipo de negócio?
III - Qual estratégia seu grupo adotaria para esta empresa?

Empresa de baixo custo passará a operar também na Ponte Rio-São PauloA BRA, que opera vôos fretados (charter), recebeu autorização do Departamento de Aviação Civil (DAC) para voar como companhia aérea regular. Com a aprovação, a empresa mantém as atividades, ganha o direito jurídico a uma concessão e terá o prazo de um ano para cumprir todas as normas técnicas e operacionais exigidas para começar a operar em aeroportos nacionais. O sócio-diretor da companhia, Walter Folegatti, comemorou o anúncio, antecipando que a companhia vai transformar em regulares 70% dos vôos atualmente fretados e entrará em operação na ponte aérea Rio-São Paulo. — Vamos manter vôos para o Nordeste do país e passar a operar em Congonhas (SP) e no Santos Dumont (RJ), e outros trechos de curta duração, como vôos de São Paulo para Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte — adiantou o executivo, que já operava parte destas rotas com vôos fretados. Folegatti afirmou que os preços das passagens aéreas em rotas de curta distância, como a ponte aérea, devem variar entre R$129 e R$169. O executivo defendeu o conceito de baixo custo e baixa tarifa, utilizado pela Gol, mas diferenciou a estratégia de atuação de sua companhia. — Eu vendo passagens para que quem anda de ônibus passe a andar de avião. Quero oferecer uma tarifa justa ao passageiro que viaja sete horas do Rio a São Paulo a um custo similar. Se vai haver concorrência, ela acontecerá de uma forma natural — afirmou Folegatti.Atualmente os vôos fretados para o Nordeste representam quase 70% da oferta da BRA, ficando Sudeste e Centro-Oeste com os outros 30%.