Aula 5 Roteiro
- Quebra-gêlo e revisão
Reportagem O Globo, 21/03/2005
Mesmo sendo uma “ótima idéia”, merece ser formatada e analisada e o
tal do investimento poderá fluir de forma menos dolorida acenando com um retorno mais rápido.
Andréa e Marilia precisam de ajuda. Leiam e tentem responder as
indagações que ocorreria a qualquer investidor para saber se está dentro ou fora deste negócio.
Perguntas
- Você definiria como um produto ou serviço?
- Qual a diferença entre produto e serviço?
- Analise o projeto sob ponto de vista do meio ambiente externo e interno: “Quais são as ameaças, fortes e fracos, oportunidades e possíveis concorrentes? ”
- Posicionamento está correto: Quais os principais diferenciais relatados
- Segmentação: está correta a segmentação do projetoAnalise a frase: Até a peça que inaugurará o Teatro Poeira, “Sonata de outono”, na opinião de ambas, está fora desse esquema.
- Sua conclusão.
As donas de um novo palco no Rio – O Globo
Roberta Oliveira
Marieta Severo e Andréa Beltrão já decidiram: vão morar juntas. E, como
duas adolescentes que acabam de dar a notícia aos pais, não param de cuidar dos
preparativos.— Acho melhor que a parede lateral seja pintada de preto também,
para ressaltar a fachada — diz Marieta à arquiteta. — Cuidado, Marieta, melhor
não subir na escada para não se machucar — preocupa-se Andréa enquanto a amiga
checa os últimos retoques da obra. O casarão para onde as duas atrizes vão se
mudar no fim de maio fica na Rua São João Batista, em Botafogo, em frente ao
Museu do Teatro. Nele, vão realizar um sonho antigo: ter uma sala de
espetáculos. O espaço já tem até nome: Teatro Poeira. — Poeira não é nada
pejorativo — explica Andréa. — Para nós, poeira é aquele teatro de bairro, perto
de casa, aonde as pessoas podem ir depois da praia, de chinelo. — É um teatro
pequeno, sim, mas com o que há de melhor em termos técnicos — defende Marieta.
Sem a tradicional estrutura palco/platéia, o Teatro Poeira terá arquibancadas
que poderão ser posicionadas dependendo da intenção do diretor. Com isso,
caberão lá dentro entre 150 e 250 pessoas. O casarão terá ainda escritório,
bilheteria, camarins e um café em que as atrizes pretendem se encontrar com os
espectadores. — Queremos receber as pessoas como se estivéssemos realmente na
nossa casa — diz Marieta. — Não vamos expulsar o público assim que acabar a
peça, queremos sentar no bar, conversar, tomar uma cerveja. Poder fazer isso é
uma barato — comemora Andréa. Não é a primeira vez que Marieta pensa em ter um teatro.No início da Fundição Progresso, ela e Renata Sorrah estariam à frente
do palco que seria construído num anexo. Quando, no entanto, a obra começou a
dar problema, a idéia foi arquivada. Até que Andréia voltou a tocar no assunto.
Ambas descobriram que estavam cansadas do esquema de produção dos espetáculos
que vinham fazendo. — Eu me dei conta disso depois de fazer “Quem tem medo de
Virginia Woolf?” e “Os solitários”. Eram espetáculos de grande comunicação com o
público, mas que não podiam mais se sustentar porque tinham um alto custo para
ficar em cartaz — lembra Marieta. — Naquele momento, percebi que, com aquelas
proporções de produção, estávamos perdendo a ligação entre a vontade de fazer
uma peça, o impulso criador e a realização do espetáculo. Paralelamente, Andréa
refletia sobre questões parecidas: — Estava em cartaz no Centro Cultural Banco
do Brasil com “Como aprendi a dirigir um carro”, um texto difícil, que não foi
bem recebido pela crítica, mas que mesmo assim tinha público, e me pus a pensar
na importância de existir um espaço como o CCBB, em que acontece muita coisa ao
mesmo tempo, a preço popular. Daí, para convidar a amiga a fazer mais uma
parceria — as duas produziram juntas “A dona da história” — foi um pulo. No
início de 2004, encontraram o casarão de Botafogo; em agosto, começaram as
obras; e, agora, vão inaugurá-lo com “Sonata de outono”, a partir do roteiro do
filme de Ingmar Bergman. A casa foi comprada por elas, mas o Teatro Poeira e a
programação terão patrocínio da Eletrobras. — Somos loucas, mas nem tanto —
brinca Marieta. — Se não fosse por esse patrocínio e outros apoios, não teríamos
como sustentar o teatro, seria mecenato demais. Teatro terá pocket-shows,
palestras e oficinas Mesmo assim, houve quem achou que as duas estivessem
perdendo a razão. — Existe uma conta... — começa a falar Marieta. — Ah, é? Não
sabia, como é? — interessa-se Andréa. — Dizem que um teatro com menos de 380
lugares não é viável — diz Marieta. — Mas nunca sentamos para fazer contas, do
tipo se tivermos não sei quantas pessoas por dia vamos poder ter de volta o
patrimônio que investimos. Essa conta não existiu e não pode existir, porque se
existir vamos concluir que ficamos loucas mesmo. Será que o fator segurança não
poderia fazer com que elas preferissem uma sala num shopping? — Nós nos
preocupamos com segurança, claro, mas sem histeria — diz Andréa. — Temos um
lindo edifício-garagem sendo construído ao lado, a rua depois das 18h tem espaço
para estacionar, e vamos pôr seguranças, claro. Com todo o respeito, não
queríamos um teatro dentro de um shopping. — Queremos ir contra um esquema
existente e estamos comprando essa idéia — completa Marieta. Até a peça que
inaugurará o Teatro Poeira, “Sonata de outono”, na opinião de ambas, está fora
desse esquema. — Ela vai um pouco na contramão do que vem sendo feito, por causa
da densidade emocional — diz Marieta. — “Sonata de outono” tem uma relação
psicológica a ser penetrada, a da relação entre uma mãe e uma filha, e Bergman
fala disso como só ele consegue fazer. Marieta e Andréa, que, em “A estrela do
lar”, viviam nora e sogra; em “A dona da história” eram a mesma pessoa; e, em “A
grande família” e na vida real, são amigas inseparáveis, agora serão mãe e
filha. A trama de “Sonata de outono”, que será dirigida por Aderbal
Freire-Filho, é o embate entre uma mãe que deixou de lado a família para se
dedicar à carreira de musicista e uma filha que cobra sua ausência. As amigas
querem ocupar o Teatro Poeira o máximo de tempo possível. Nas noites de
segunda-feira, por exemplo, acontecerá o projeto Ponte Aérea, em que artistas de
outras áreas darão palestras. Ou o Projeto Canequinho, homenagem ao Canecão, com
pocket-shows. E ainda o de residência artística, que vai proporcionar a um
diretor ficar três meses no teatro dando oficinas. O primeiro convidado é
Hamilton Vaz Pereira. Depois, será a vez de Amir Haddad e, por último, Naum
Alves de Souza. — Queremos que o Teatro Poeira seja o nosso celeiro, nele
queremos ter mais agilidade, poder experimentar, enfim, fazer aquilo que sempre
sonhamos — diz Marieta.II - Caso de sucesso - o marketing de Paulo Coelho
Leia e responda as perguntas:
- Qual é o negócio do Paulo Coelho?
- O que ele vende?
- Qual o seu mercado alvo?
- Quem são seus principais concorrentes?
- Comente a estratégia de segmentação, posicionamento, lançamento.
- Com base na classificação de produtos proposta pela teoria de marketing, como você classificaria o produto do Paulo Coelho? (Conveniência? Comparação? Especialidade ou Não procurados?)
- Identifique uma ou mais estratégias de produtos utilizada, implicitas nos textos abaixo, nos lançamentos e vendas de obras de Paulo Coelho:
A - “P. Coelho foi lançado na França graças à iniciativa de uma editora chamada Anne Carrière – que decidira lançar O Alquimista depois da recomendação de amigos. Após o lançamento Anne disse a Paulo: “pena que você não fala o francês, caso contrário poderíamos, fazer uma turnê pelo país” ... Três meses mais ele voltou à França estava dando conferências e entrevistas em 21 cidades francesas. O resultado (de vendas) desse esforço já se conhece...Em doze anos, vendeu quase 9 milhões de exemplares...”
B - Coelho vem modificando a sua imagem de mago para escritor através de ações de pr, numa bem urdida estratégia, como a realizada na França ao retribuir o esquecimento da inclusão do seu nome para um evento, com a reserva de vinte e cinco convites na noite posterior, para um jantar em que seria homenageado por livreiros franceses, no sentido de vencer uma resistência do seleto grupo de escritores. Como atitude, ainda nessa linha, passou a citar em suas entrevistas escritores, etc.
O Zahir de Paulo Coelho
ou All you need is love de Lenon & MacCartney - adaptado de Veja - 220305
Vamos pegar carona num marketing global e bem brasileiro, o lançamento mundial no ramo editorial do mago escritor Paulo Coelho, que acontecerá em Teerã, no dia 26 de maio. Segundo Veja, o mago-marketeiro-empreendedor-escritor-muito-bem-sucedido tem uma base de 65 milhões de leitores e fãs ao redor do mundo. Entre eles, Julia Roberts, Madona, Will Smith, Bill Clinton, Sharon Stone, Shimom Perez, Russell Crowel e outros. Suas obras já foram editadas em mais de 150 paises em 56 idiomas diferentes. Seu faturamento anual é declarado em 40 milhões de reais. A cada ano o escritor lança um novo produto, digo um novo livro. Sucesso de marketing e vendas, empreendedor, senta-se na mesma cadeira que outrora pertenceu a Jorge Amado. Sua famosa frase se você acreditar que pode realizar o seu sonho o universo inteiro conspirará para que ele se realize é reproduzida pelos quatro cantos do planeta, serve de meta em treinamentos para corporações e auto-ajuda. Seus livros tocam mais as jovens e também mulheres. Com seus bem sucedidos lançamentos de vendas amealhou uma fantástica reserva pessoal de R$ 120 milhões, ao longo da estrada. Trata-se de um mega star. É citada de longe, por algumas fontes, um dos maiores clientes do Unibanco, pessoa física, competindo no montante das suas aplicações com algumas empresas do primeiro time.
Para colocar O Zahir nas ruas, o mago está realizando comunicação coordenada, integrada e simultânea numa fantástica rede de networking mundial, investimento bancado a peso de ouro pelos livreiros que fazem as vezes de canais de distribuição, gerentes de território, vendas, produção, rp e marketing ao mesmo tempo, mundo afora. Coelho cuida de todo este complexo composto de marketing, autorizando cada uma das campanhas que acontecerão ao redor do planeta, aprovando todo o material em inglês.
Dois spots – 15’ e 30’ - da campanha serão mostrados pela Cnn e Bbc para o mundo – em cerca de 5 inserções diárias, durante uma semana. A escolha da capital iraniana para o lançamento é audaciosa, partindo da estratégia que o mago tem 4 milhões de leitores no país e que provavelmente 2 milhões são piratas. Ao optar pelo lançamento iraniano o autor passa a gozar do privilégio de ser classificado pela legislação como romance nacional. Como pesquisa e desenvolvimento de produto, O Zahir levou Coelho a realizar uma caça a raposa no Cazaquistão, entre outras façanhas, para realizar e ambientar o que ele diz ser a obra mais importante de sua vida.
Coelho vem modificando a sua imagem de mago para escritor através de ações de pr, numa bem urdida estratégia, como a realizada na França ao retribuir o esquecimento da inclusão do seu nome para um evento, retribuindo o esquecimento com a reserva de vinte e cinco convites para um jantar em que seria homenageado por livreiros franceses, em mais uma reação à resistência do fechado grupo de escritores. Como atitude, ainda nessa linha, passou a citar em suas entrevistas escritores.

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